terça-feira


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Fotografia de © Rosalie Denik

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inclino-me para os abismos da saudade, enigmas de sal e lodo dum poema inacabado.

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"Tenho saudades da hipótese de poder ter um dia saudades, e ainda assim absurdas." - Bernardo Soares in O Livro do Desassossego, II vol, p.31, Editorial Presença







terra sulcada por trincheiras. campo exangue. sangue que coalha em charcos. há outra paisagem para a dor?
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“mas a verdadeira dor não está presente no espírito. /Não está no ar, nem na nossa vida, /nem nestes terraços cheios de fumo. / A verdadeira dor que mantém despertas as coisas /é uma pequena queimadura infinita / nos olhos inocentes dos outros sistemas.”- Frederico García Lorca, Obra Poética, p.465, Relógio D’Água, 2007
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nota: agradeço ao C.a da Casa Improvável a sugestão do vídeo a partir do qual compus este post

8 comentários:

  1. E a Teresa partindo de um vídeo faz esta obra de arte??!!! Um tratado sobre saudade (presente, passado e futuro) e dor (individual e geral).
    Desculpe, o meu repetido espanto mas...Como é que você consegue?!

    Um abraço de admiração
    LS

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  2. O post define a Artista, a nota define a Pessoa. Confesso que não consigo dizer de qual dos dois gosto mais: se do evidente saber, sensibilidade e talento, aqui revelados pela Artista, se da enorme generosidade, lisura, rectidão que intuo existirem na Pessoa. A Arte assim dá gosto!
    Beijinhos
    C.

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  3. faz perguntas de retórica, Luís: nem eu (ou precisamente por ser eu)tenho resposta para lhe dar. Olhe, é "o que sai" :))))
    Um abraço

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  4. Olá, C.a.
    Sobre a "Pessoa" (que da "Artista" não me sinto com habilitação para comentar):
    a "nota" é a eterna questão da Fonte, que aqui prefiro chamar de Nascente: sem a nascente não há rio; sem o espírito não há Arte; sem o seu vídeo estas formulações não teriam existido. Muito obrigada.
    Espero ser merecedora das suas palavras.

    Um abraço

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  5. Teresa,
    Eu não sou artista, não vivo num mundo de artistas, quase nada sei de arte, mas SEI que isto é ARTE (e perdoe-me a presunção). Ou seja, concordo com o Luís S. e o C.A.
    Que a arte, ao pegar em temos de dor, de dor infligida pelo ser humano ao ser humano, permita lembrar, recordar, que é preciso nunca mais lá voltar.
    Um abraço

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  6. Teresa,
    Este teu novo espaço está excelente. De textos e imagens. Quando as últimas me faltarem lá para A Escada (espero que os primeiros não), já sei onde vir gamar.

    Beijinhos
    RH+

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  7. Olá Manuela
    Fico feliz se as minhas mensagens propiciam novas "largadas"; defendo que um "post" não deverá ser um ponto de chegada, de confirmação, mas sim o repto para tantos caminhos quantas as sensibilidades que nele se detiverem.
    Obrigada.
    Beijinhos
    TSC

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  8. Ó Rui, ainda bem que gostas; é que eu ainda torço o nariz a este espaço, mas isso é feitio meu, como bem sabes....
    E podes gamar daqui o que quiseres :)Eu já te roubei uma frase do teu texto «Pontos Luminosos» da Escada, que está no final aqui da página principal...

    Beijinhos
    T.

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fotografia © Anke Merzbach

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